E parecia ocupado, tão ocupado que parecia não se importar. E talvez, não sabia mesmo lidar com o sufoco que eu provocava nele sem querer. Não era o propósito. Quando notei que havia me tornado dependente daquele jeito sem jeito de não saber lidar com alguém como eu, neurótica e paranóica, exagerada em falas dramáticas, desligada dos fatos, preguiçosa da vida, desesperadamente desinteressada. É compreensível, fica claro que ambos não souberam como reagir ao turbilhão de confusas certezas, mas eu sabia que seríamos a revolução do amor em um pequeno espaço de tempo. E é inacreditável como ainda permaneço dependente de inconstantes atos ou coisas. Só precisaria me desvencilhar de vez do que me mantém atada ao sentimento e amansar o que me deixa sem controle por dentro sob a impulsividade de agir dos pensamentos emocionais. Não sei se ser relativamente fria progrediria me fazendo amadurecer por dentro, mas, sei de cabo a rabo como as coisas se resultam quando não há porto seguro de si. Então, a única promessa que combinei de fazer (comigo mesma) é a de (mesmo sendo tão avoada) que preciso ter pé no chão. E hei de cumprir. Deixar de preocupar-me com coisas insignificantes, mas se ao menos assim elas fossem, eu não deveria dar tanta importância. Não tem concerto manter a insegurança. Isso me desgasta, me assusta. E tem toda essa necessidade de extravasar, mas não saber se deve. Então me contenho fora para profundamente explodir, por dentro. Tudo se manterá longe, aos poucos se perderão de mim.
E antes mesmo de vê-las partir, me enxerguem, ir embora.
E antes mesmo de vê-las partir, me enxerguem, ir embora.
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