Sou o erro, cometo-me todos os dias.
Não gosto da privação de ter que ás vezes ocultar o que sinto.
Posso guardar p'ra depois. Enquanto eu guardo, tudo se acumula.
Só que não, não posso assegurar que serei comportada ao suportar meus sentimentos. Sendo que carrego o peso do mundo e compartilho com o mesmo. O porquê, eu não sei. É escapatória do que é real ? Talvez sim, pendendo mais pro sim do que para o não.
Por mais que as mudanças ocorram, por vezes vou continuar em silêncio desejando tudo muito profundamente dentro da minha insistente e inquieta mente.
Inquietamente. Sorrio por fora, desabando absurdamente por dentro. O que eu disfarço, me desfaz em pedaços. E vão chegar os dias em que eu não desejaria ter acordado e outros, em que eu gostaria de ter vivido. De gole em gole, engolir tudo de uma vez e se embriagar sem ter a preocupação de como chegar em casa: você não vive lá, sem o medo de ser abandonada: você já é sozinha. Acostumou-se a ser.
E quem não precisa de precisar, do que seja ou sabe se lá o que é.
Deitar bêbada na grama e mal conseguir abrir os olhos de tanto que se ri, sem aparente motivo. E todos que passam, observam e na dúvida vão embora.
Porque ninguém se importa com uma bêbada boba e levemente feliz.
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